Mas na maioria das vezes, o gostoso mesmo é dançar para si mesma... no chuveiro, no banheiro, na cozinha enquanto  corta  legumes ou mexer uma panela de sopa. Nunca é nada super chique. Não é questão de seguir uma certa sequência de passos ou aperfeiçoar um movimento em particular, é a livre sensação de colocar aquelas músicas favoritas e  deixar o corpo se mover do jeito que ele quer se mover. 

Como praticar a sua sexualidade e se conectar com seu corpo sensual através da dança 

Autoestima , Comportamento ,

Sempre que perdemos a conexão com nossos corpos, a conexão com a sexualidade, quando é preciso espairecer e perder a cabeça, a dança é uma perfeita válvula de escape. Com a dança, você se comunica, diz o não dito, pode olhar para seu/sua amante e apenas com os quadris implorar que seus olhos te observem, com as mãos e dedos,  uma forma de criar energia de paquera dentro do espaço entre o casal. Mas na maioria das vezes, o gostoso mesmo é dançar para si mesma… no chuveiro, no banheiro, na cozinha enquanto  corta  legumes ou mexer uma panela de sopa. Nunca é nada super chique. Não é questão de seguir uma certa sequência de passos ou aperfeiçoar um movimento em particular, é a livre sensação de colocar aquelas músicas favoritas e  deixar o corpo se mover do jeito que ele quer se mover. 

 

 

 Dançar é  uma forma de  lembrar que o corpo é forte, que ao manter o ritmo é sobre conectar a algo maior do que somos, algo que nossos ancestrais tocaram em torno de fogueiras, à luz de velas, em locais de culto. acesso à alegria erótica. E não importa o gênero musical, seja ele jazz, balé, hip-hop, pole dance, dança do ventre, burlesco, quadradinho de oito, twerk, tremidinha ou axé.

 

Quando se dança, a linguagem do poder erótico se traduz e ressoa em seus movimentos. Você pode dizer pela maneira como se move que você não apenas conhece seu corpo, mas também o ama profundamente.

 

A psicóloga Rôsmari Lisboa Lopes que tem a abordagem centrada na pessoa, processamento de memória e sexualidade nos contou que:

A dança pode ser uma forma de destravar nossos músculos contidos por tantas marcas da vida, das memórias que estão presas. Podemos dar uma possibilidade de fluir do nosso corpo junto com nossa mente e nosso emocional. Um antidepressivo natural que nos faz aquecer, sorrir, flutuar, viajar e se sentir mais gostosa. Uma forma de conduzir nossa mente para um lugar mais leve e acolhedor. Uma forma de desligar das demandas e se conectar com seu desejo. E ainda pode ser formas de trabalhar nossa sexualidade, fazendo movimentos que desbloqueiam energias sutis,  levando ao equilíbrio e conexão com sua energia mais prazerosa. Sem falar nas linguagens corporais que é possível trabalhar para nosso empoderamento, nos ajudando a conquistar o que quisermos em qualquer área da vida.

Então foi nesse estado de espírito de dança e liberação sexual, sobre essa clara conexão que temos com nossos corpos, e as formas que eu (nós) podemos continuar usando a dança como forma de empoderar minha (nossa) sexualidade.

Tudo ao nosso redor se move e muda constantemente, cada movimento é sincronizado com tudo que nos cerca. A dança é uma cópia da realidade – os parceiros se expressam através da dança, lideram um ao outro e “brincam” enquanto seduzem.

Com o sexo é praticamente a mesma coisa. O sexo não é apenas uma ação mecânica, é a sincronização de dois humanos que ao se entrelaçarem, fazem um prazer sensual. Esse prazer implica uma série de emoções: realização, afeto, conexão, segurança, excitação, tremor e amor geral por si mesmo e pelos outros. E o mais importante – a liberdade, o sentimento mais profundo que se manifesta identicamente no transe da dança e do ato sexual.

 

Sexo e dança são frequentemente mencionados no mesmo contexto porque a dança é muito sedutora. Pode ser percebido como arte corporal e o sexo como expressão artística do corpo. A dança e a sexualidade podem ser vistas como metáforas, sejam sublimadas ou abertas, à medida que ambas caminham para a culminação ou o clímax em êxtase. Sexualidade, espiritualidade, sensualidade são características marcantes em muitas formas de dança, mas a sexualidade nunca pode realmente ser separada da dança, uma vez que o ato sexual em si pode ser considerado uma forma de dança.

A dança em si parece tão simples – é apenas mover seu corpo. Mas, na verdade, é o movimento do seu corpo que o torna muito mais do que apenas isso. Cada movimento é o reflexo de sua intimidade.

Não importa se é uma dança solo ou de casais, na dança é importante sentir o espaço ao seu redor. Ser sensível a sons, toques, cheiros, visíveis e invisíveis… o sexo exige absolutamente o mesmo, porque todos os parâmetros dentro da dança são igualmente impactantes em um jogo sexual com um parceiro ou quando estamos sozinhos.

E você, como sente que a dança influencia em sua sexualidade? 

 

 

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