Masturbação durante o relacionamento pode?

Já imaginou bater um papo com o ex-namorado sobre masturbação durante a relação? A Sté, idealizadora da Vibre, Mulher! topou o desafio e conversou com o ex sobre a relação que eles tinham como casal com a masturbação DELA!

Medo do desconhecido

Na última sexta-feira (08/05) rolou uma live mais que especial no Instagram da Vibre, Mulher! A Sté, idealizadora da VM, conversou com o seu ex-namorado sobre masturbação durante o relacionamento.

Eles namoraram por quase 10 anos e Sté conta que na época ela tinha uma cabeça muito diferente da que tem hoje. Ela não se masturbava, achava errado, estranho e não se sentia confortável. 

E pode acreditar, era o ex que incentivava ela a se conhecer mais. Ele incentivava ela a se tocar, buscava ajudar de alguma forma, mas Sté sempre foi muito fechada para o assunto, não queria nem tentar se tocar.

Ela contou que, quando desenvolvia candidíase, era o ex-namorado que precisava colocar a ampola com pomada em sua vagina de tanto que ela tinha aversão pela própria xaninha.

“Eu deixava todo o conhecimento do meu corpo nas mãos dele”, explicou. 

O pecado na sociedade

Esse tipo de relato é mais comum do que se imagina. Muitas mulheres ainda não se tocam e não têm vontade de começar. “Temos medo do desconhecido”, explicou Sté. 

Isso pode acontecer por vários motivos, como criação, traumas e medo, mas a empreendedora ressaltou principalmente o papel da sociedade em proibir que mulheres se toquem.

Tanto na família dela quanto no círculo de amigos o assunto não era discutido e as mulheres eram censuradas. “Não é colocar culpa em alguém. Somos criados por circunstâncias”, disse o ex namorado da Sté.

Por exemplo, os amigos não tinham contato com o tema, a mãe não abordava esses assuntos e Sté tinha pouco acesso ao computador para tirar qualquer dúvida que surgisse ou para fazer aquela busca “proibida” como os adolescentes fazem.

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Geralmente as família veem a masturbação feminina como algo errado. Não há um diálogo sobre esses assuntos. 

Mas de forma nenhuma Sté coloca culpa disso na mãe ou na família. Os tabus relacionados a esses temas já estão enraizados na sociedade e é muito difícil tentar naturalizar. “Menina não pode tirar uma calcinha da bunda que já é feio”.

A pornografia

Existe um contraponto. A educação sexual vem de várias formas e, infelizmente, a mais comum ainda é a pornografia. 

Mesmo que o ex tivesse contato com esse conteúdo como a maioria dos meninos esse tipo de vídeo não ajuda em nada o desenvolvimento dos homens, a confiança deles na cama e na forma como tratam as mulheres.

A pornografia é muito irreal e cria estereótipos de sexo e masculinidade que não são correspondidos pela maioria dos homens. 

Como tudo mudou

A descoberta de Sté em relação à sua sexualidade e seu próprio prazer veio um tempo depois, já com 30 anos.

O primeiro passo foi começar a se consultar na terapia e conhecer a massagem tântrica que abriu novos e lindos horizontes para ela, cheios de prazer e oportunidades. 

Mas falar sobre o assunto ainda era complicado. Ela sempre foi muito tímida. Com ajuda de terapia e até um curso de teatro, ela conseguia se soltar cada vez mais e finalmente ter abertura para falar disso com a mãe, por exemplo, coisa que nunca imaginou fazer. 

Quando ela começou a trabalhar como vibrAMORES na Vibre, Mulher!, ela explicou que aquilo era um negócio sério, que ela “não ia vender pinto de borracha” e depois o assunto veio com mais naturalidade.

Mas então pode? 

É importante que a mulher e tenha uma auto descoberta da própria vagina e do próprio prazer e não há nada de errado em fazer isso do lado de um parceiro. 

Um relacionamento envolve cumplicidade, confiança  e respeito. 

Se masturbar durante o namoro não quer dizer que seu parceiro não está dando conta ou que você quer mais prazer além dele. 

Quer dizer que você está se descobrindo, se tocando e usando isso para fortalecer ainda mais a relação e deixar o sexo mais gostoso. 

Lembrando que um relacionamento não se sustenta apenas em amor ou apenas em sexo, precisa de equilíbrio para funcionar junto. 

Ao se masturbar, a mulher consegue:

  • falar para o parceiro o que gosta;
  • deixar o sexo melhor para os dois;
  • fortalecer a confiança com o parceiro;
  • deixa os dois mais próximos;

E que tal se masturbar com o seu companheiro do lado? Crie essa confiança entre vocês, explorem seus sentidos e fetiches. Esse é o caminho para um relacionamento e uma relação sexual saudável e duradoura.