Banho de assento: tudo que você precisa saber para fazer direito

Esse método é usado para complementar o tratamento médico indicado por um ginecologista. Ele alivia dores e sintomas causados por infecções bem conhecidas, como candidíase, vaginose, herpes e até hemorroida.
 

O que é

O banho de assento é uma receita clássica de vó que até hoje é usada para o tratamento de condições que atingem a vagina, vulva e o ânus, como candidíase, vaginite, vulvovaginite, assaduras, infecções urinárias e hemorroida. 

Essa técnica usa apenas dois ingredientes e é recomendada por ginecologistas para complementar um tratamento com remédios.

O método do banho de assento consiste em você sentar em uma bacia com água morna misturada a algum outro ingrediente natural, geralmente que você acha fácil em casa. Vamos conhecer alguns lá embaixo.

Sempre consulte seu ginecologista antes de iniciar qualquer tipo de tratamento, assim você consegue um diagnóstico certo correto e uma prescrição exclusiva para você.

Para que serve

O banho de assento vai equilibrar o pH da região afetada por algumas dessas condições acima. Vamos falar mais de cada uma daqui a pouco. 

Por exemplo, o pH normal da região vaginal varia de 3,8 a 4,2. A candidíase acontece quando o pH baixa ainda mais, deixando a região vulnerável para a proliferação do fungo Candida albicans.

Para tratar isso usamos o método do banho de assento aliado a alguns ingredientes. A imersão da região na água ajuda a regular o pH novamente, te livrando da ardência. 

Fácil, né?

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Como fazer

Você deve fazer o banho de assento sem calcinha e a água deve cobrir seu bumbum e a região do abdômen para baixo. 

Não adianta sentar no rasinho e ficar molhando com a mão. A água precisa entrar em contato com a vagina para que a técnica funcione, além de cobrir o ânus e vulva.

Você vai precisar de:

  • uma bacia lavada e esterilizada com álcool 70%, onde você consiga sentar confortavelmente, deixando toda a região vaginal e anal debaixo d’água; 
  • água morna. A temperatura pode variar de 36° para 37°. Você percebe que a água está quente, mas não se queima e nem precisa tirar a mão rapidamente;
  • Um ingrediente natural que você geralmente tem em casa, como bicarbonato, melaleuca e arnica. Vamos falar deles daqui a pouco, pois cada um tem uma ação diferente.

Coloque a água na bacia com a quantidade certa do ingrediente que você precisa, pegue um livro, ligue o Netflix, escolha um filme e senta! 

O tempo do banho de assento pode durar de 15 a 30 minutos dependendo da condição que você está tratando e a gravidade dela. 

Sempre consulte seu ginecologista antes de iniciar qualquer tratamento.

O que usar

Cada composto tem um objetivo do banho de assento. Alguns elevam o pH se está muito ácido, outros vão baixar o pH se estiver muito básico.

Isso é importante para a harmonia da flora vaginal, que tem um pH de 3,8 a 4,2 quando está tudo bem. 

Nas receitas abaixo, considere 15 minutos quando o tempo não está indicado.

Para tratar:

Candidíase ou ardência vaginal (pH se encontra muito ácido)

  • Banho de assento com Bicarbonato de Sódio: esse pó tem várias utilidades, uma delas é reduzir a acidez da vagina, pois seu pH é alcalino.
    Como fazer: use uma colher de sopa para cada litro de água.

  • Banho de assento com Barbatimão: ele é conhecido por suas atividades terapêuticas como cicatrizante, bactericida e fungicida. Alguns estudos sugerem que ele inibe o crescimento da Candida albicans, fungo causador da candidíase. O banho diminui os sintomas da cândida e das verrugas vulvares provocadas pelo HPV.
    Como fazer: faça um chá com as cascas ou as folhas do barbatimão, duas colheres de sopa para cada litro.
  • Banho de assento com Camomila: quem nunca tomou um chá de camomila para se acalmar? Ajuda na vagina também! Ela é ótima para aliviar a irritação e coceira da cândida, além de ajudar com assaduras.
    Como fazer: coloque 3 colheres de sopa de camomila seca na bacia para cada 1 litro de água.

  • Banho de assento com Óleo de Melaleuca: esse óleo é conhecido por ser antibacteriano, antifúngico, antiviral, anti-inflamatório e analgésico.
    Como fazer: a cada 1 litro de água coloque 5 gotas do óleo de Melaleuca.

Vaginose bacteriana (pH se encontra básico)

  • Banho de assento com Vinagre de Maçã: o vinagre é uma substância ácida. Seu contato com a região íntima que está com pH muito básico vai ajudar a equilibrar a flora.
    Como fazer: misture meia xícara de vinagre a cada 1 litro de água morna e sente por 10 minutos. Repita o processo de 2 a 3 vezes por dia. 

Herpes

  • Banho de assento com Sal: o sal seca a ferida causada pela herpes vaginal.
    Como fazer: mistura uma colher de sopa de sal para cada 600 ml de água (2 ½ copos de requeijão). Sente por 15 minutos pelo menos até 3 vezes no dia.

Hemorroida

  • Banho de assento com Arnica: essa conhecida planta ajuda a diminuir a dor causada pela hemorroida. A água quente ajuda na vasodilatação da região — quando os vasos de sangue dilatam — acalmando o tecido e aliviando ainda mais a dor.
    Como fazer: com a planta seca, faça um chá usando 2 colheres de sopa para cada 1 litro de água. Existe óleo essencial também, use 5 gotas para cada 1 litro de água. Nesse caso, podem ser usadas também camomila, lavanda e hamamélis, seguindo as mesmas proporções para folhas secas e gotas.

Cistite (infecção ou inflamação na bexiga)

  • Banho de assento com Vinagre de Maçã: esse composto altera o pH da região íntima, deixando mais ácido e ideal, diminuindo a interferência das bactérias causadoras da doença na uretra e na bexiga.
    Como fazer: coloque 2 colheres de sopa de vinagre para cada 3 litros de água e sente por 20 minutos.

Cuidados

Sempre devemos lembrar que esses métodos devem ser usados com indicação de um ginecologista!

Eles não substituem o tratamento com remédios receitados por um médico.

Além de passar o diagnóstico certo da condição que a mulher tem, ele passará a frequência que os banhos devem ser feitos e por quanto tempo.

O excesso de banhos de assento podem desequilibrar a flora vaginal, causando até outras condições como vaginose citolítica, que tem sintomas parecidos com os da candidíase.

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