37 Segundos: filme da Netflix mostra jovem deficiente quebrando tabus e conhecendo a masturbação

Lançado em fevereiro deste ano pela Netflix, o filme 37 Segundos chegou quebrando tabus e passando uma mensagem muito importante para todos os públicos. Escrito e dirigido pela diretora Hikari, o filme japonês de quase 2 horas nos emocionou com a história de uma jovem que, apesar de suas limitações, conheceu a masturbação, o poder do autoconhecimento e tudo aquilo que vem quando se dedica um tempo a você mesma. Continue lendo e conheça mais a jornada de Yuma. 

Yuma Takada (Mei Kayama) é um jovem de 23 anos que tem paralisia cerebral e é cadeirante. Apesar de suas limitações, ela é uma artista que desenha mangás, incluindo um muito famoso no Japão. Ela mora com a mãe, Kyoko (Misuzu Kanno), uma mulher amorosa, mas super protetora.

Porém, ao descobrir que sua sócia no trabalho está roubando seus créditos pelas histórias, ela começa a procurar um novo emprego. Durante uma entrevista, uma editora de mangás eróticos diz que seu trabalho é incrível, mas que “ela não tem a experiência necessária para desenhar um mangá daqueles.” Ou seja, ela precisava transar.

Yuma 37 segundos com a mãe Yuma com a mãe (Imagem: Instagram @thehikarism)

Começa assim, sem nem perceber, a saga de Yumi pelo autoconhecimento, liberdade sexual e pessoal. Depois de se decepcionar tentando conhecer alguém para namorar, e consequentemente transar, a jovem começa a assistir pornô para tentar desenhar de forma mais realista suas cenas. Com esse incentivo, ela tem sua primeira experiência com masturbação, usando a mão em frente ao espelho.

Mas o marco nesse momento importante de sua vida é conhecer Mai (Makiko Watanabe), uma prostituta que acompanha um homem que é cadeirante. Com a ajuda dela, Yuma vai pela primeira vez a uma sexshop para escolher seu primeiro dildo: um transparente de formato fálico

Mas não para por aí.

imagem netflix https://www.netflix.com/br/

Yuma escolhendo seu primeiro vibrador (Imagem:NETFLIX, assista AQUI)

A mulher leva Yuma para passear por várias lojas, deixando que a menina escolha roupas, acessórios e lingeries que ela tenha gostado, muito diferente da mãe, que prioriza o prático e o seguro do que as vontades da filha.

Isso mostra para a jovem artista um mundo que nunca tinha vivido antes, onde suas vontades e desejos vinham em primeiro lugar. Ela começa a sair com seus novos amigos, usa as roupas que quer, se maquia porque gosta e começa a conhecer cada vez mais sobre ela e seus gostos, tornando-se uma pessoa mais feliz e ativa no mundo.

Ela vive várias experiências ao longo do filme que não teria como viver se não tivesse entrado nessa jornada de autoconhecimento. Os tabus acerca de sexo e masturbação, talvez maiores ainda para cadeirantes, são quebrados. Ter um vibrador e ter as roupas que ela escolheu são o primeiro passo para conquistar a liberdade de ir e vir, de ser quem ela é. 

Além da experiência sexual que buscava para melhorar seu trabalho, Yumi encontrou muitas experiências tão importantes quanto durante sua jornada. O vibrador e o sexo foi um ato de empoderamento que, no final, deu a ela a liberdade de ir pela rua, sozinha, com um sorriso no rosto e as costas retas, como se finalmente estivesse bem ali, no mundo, existindo. 

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